A Minha Honda



PCX 2018 - Test-Drive da revista Andar de Moto

Teste Honda PCX 125 (2018) - De parar o trânsito

Fiel ao seu próprio conceito, a nova Honda PCX está mais atraente, mais ágil e ainda mais segura do que nunca! Saiba porquê!

andardemoto.pt @ 10-7-2018 01:56:43 - Texto: Rogério Carmo

Chegada ao mercado em 2010, a Honda PCX 125 revelou-se imediatamente como um sucesso de vendas. A prová-lo está o facto de em apenas 8 anos, ter vendido mais de 145.000 unidades na Europa, o que, para o leitor ficar com uma ideia, é quase a mesma quantidade de todas as motos de todas as marcas, todos os modelos e cilindradas, que se venderam em Portugal no mesmo período de tempo.

E por falar em Portugal, esse é precisamente o mercado de referência deste modelo que, desde que a “Lei das 125” foi aprovada, se manteve sempre no topo da tabela de vendas de veículos de 2 rodas, tendo já sido vendidas mais de 20.000 unidades, sendo que 3.300 foram contabilizadas apenas no decorrer do ano de 2017!

A fórmula do sucesso não pode ser facilmente apurada, mas as linhas fluidas e harmónicas, pouco intimidantes, a leveza do conjunto e a facilidade de condução são, sem dúvida, factores importantes.

Apesar de tudo, a Honda não arriscou ficar à sombra do sucesso e perder a liderança, e já tinha anteriormente anunciado a renovação da sua coqueluche.

Em Abril passado já tinha tido a oportunidade de ver ao vivo a nova PCX 125, no Salão de Madrid.

Por isso já conhecia a sua elaborada estética, actualizada com recurso à tecnologia de iluminação LED, para que o farol e os farolins se integrem no estilo, transformando-se mesmo em elementos de design, que contribuem para linhas ainda mais limpas e fluidas, sem no entanto desvirtuar a sua característica silhueta original.

Vistas em texto, as diferenças anunciadas até podem passar despercebidas, mas na prática a PCX 125 foi alvo de uma verdadeira reforma que a actualizou a todos os níveis, desde a ergonomia ao conforto, passando pelo motor e terminando na ciclística.

Foi precisamente isso que tive oportunidade de testar, em inícios deste mês de Julho de 2018, no Porto, na sua apresentação oficial à comunicação social especializada de Portugal, Espanha e Itália.

Com o Douro quase sempre a fazer parte do cenário, tive oportunidade de fazer um pouco mais de uma centena de quilómetros aos seus comandos. Ruas, quelhos, vielas e avenidas, passeios, acessos de vias rápidas, túneis, pontes, caminhos de terra, de calçada ou de alcatrão esburacado, alguns a subir ou a descer a pique, e para finalizar, a ida e volta pela EN108 até Entre-os-Rios.

Mais do que suficiente para uma boa avaliação, foi definitivamente pouco tempo para satisfazer o prazer de condução. É que rolar com um (qualquer) grupo de colegas jornalistas de motos é sempre divertido, mas quando todos eles são portugueses (como foi o caso), a coisa tem muito mais piada (assim uma espécie de Joe Bar Team mas com as motos todas iguais), e as motos têm que realmente estar à altura do desafio!

E a pequena PCX, apesar de tratada como se fosse uma moto “grande”, conseguiu dar bem conta do recado, sobretudo devido ao apuramento da ciclística, com o novo quadro duplex a mostrar-se bastante mais firme, a travagem a ser mais eficaz e a contar com ABS na roda dianteira, e nem o travão traseiro de tambor consegue que se lhe aponte qualquer defeito.

Mas também o motor, cujo funcionamento suave e entrega de potência linear contribui para, numa estrada de curvas, ou mesmo no meio do trânsito, manter um ritmo muito interessante. Isto apesar dos consumos teimarem em se manter abaixo (ou quase) dos 2,5 litros aos cem, o que reverte a favor de uma autonomia sempre superior a 300km, para gáudio de quem, como eu, detesta entrar nos supermercados que vendem combustível e onde ninguém parece ter pressa.

Numa utilização urbana, o grande luxo é o sistema Idling Stop (start & stop), que é um dos grandes “ex-libris” da PCX, já que foi a primeira moto a usufruir deste sistema que permite estar parado nos semáforos, como se estivessemos sentados num sofá, sem barulho nem vibração (nem poluição), com o motor desligado, e que impressiona pela rapidez com que entra em funcionamento, mal se enrola o punho direito, tal como se a motor se tivesse mantido a trabalhar. É quase fascinante! E apesar de haver outras motos com este sistema, justiça seja feita ao da Honda que é realmente eficaz, sem qualquer intrusão!

A posição de condução é bastante ergonómica e confortável, com bastante espaço para as pernas, já que apesar do meu metro e oitenta, tinha espaço para as poder esticar.

A protecção aerodinâmica é bastante escassa, mas a PCX também não é uma moto para fazer longos períodos em estrada. Ainda assim, a velocidades entre os 70 e os 80km/h, e desde que não chova, o pequeno ecrã é perfeitamente aceitável, tendo ainda a vantagem de, na cidade, no meio das armadilhas do trânsito, não interferir com a visão.

O assento, a 764 mm do solo é bastante confortável e acessível, apesar do túnel central elevado, que obriga a “alçar” a perna por cima do assento.

A altura livre ao solo de 137 mm é bastante razoável para uma utilização normal, permitindo subir e descer passeios sem qualquer problema, e manobrar é mesmo uma “brincadeira” tendo em conta que a PCX pesa apenas 130 kg.

Nos pisos mais “encarpelados” (eu julgava que Lisboa tinha um vereador do trânsito altamente incompetente mas agora já não sei se o do Porto não será pior) os 89 mm do curso da suspensão da frente e os 84 da traseira não ajudam muito ao conforto, mas ainda assim, são bastante melhores do que aquilo que à partida se possa pensar, e representam uma evolução acentuada relativamente ao modelo anterior. Claro que os novos pneus, já de marca “premium” (Michelin) e mais grossos, acoplados a jantes mais leves, também são importantes nesse aspecto.

A qualidade de construção também ficou assim comprovada, pois apesar de tanto buraco e tanto remendo e tanta calçada, não notei ruídos parasitas, mostrando-se tudo muito sólido e bem apertado.

A praticidade da PCX também se viu aumentada nesta nova versão. Além da iluminação por LED (que não tive oportunidade de testar mas que não tem lógica ser pior do que a da versão anterior incandescente, que já de si não era propriamente má) do novo painel de instrumentos em LCD negativo, bastante legível mesmo com sol directo, do porta bagagens debaixo do assento, que ganhou 1 litro de capacidade e já permite guardar alguns capacetes no seu interior (só alguns, porque um integral ou um modular de tamanho M podem não caber), havendo ainda espaço para guardar pequenos objectos, tipo um “spray” anti-furos, ou um fato de chuva leve.

No painel frontal ainda existe um pequeno porta-luvas dotado de tomada de 12V (podia ser USB, mas pronto… vale a intenção) e que permite guardar um telemóvel de tamanho generoso, e eventualmente a carteira ou uns óculos de sol. No entanto, não tem fechadura.

Sinceramente não sei que mais posso dizer sem estar a ser penosamente aborrecido. Posso no entanto resumir que, como uma solução de mobilidade, a PCX 125 é uma opção excelente. Quem estiver a pensar ingressar no fantástico mundo das motos, dificilmente vai encontrar uma melhor “companheira”: dócil, fácil de conduzir, silenciosa, económica e bonita de fazer parar o trânsito!

E mesmo os motociclistas experientes, aqueles que têm motos grandes e potentes, ideais para ir para muito longe, podem descobrir uma forma melhor, mais barata e mais divertida, de encarar o dia-a-dia na cidade, ou para ir à praia, ao ginásio, à piscina ou ao café, ao final do dia, ou mesmo até, dar umas pequenas curvas, terapêuticas, a solo ou com a “cara metade”.

Disponível em 4 cores, preto, cinza, branco e vermelho, por um preço de 3.075 Euros, encontra a PCX 125 em toda a rede de concessionários Honda de norte a sul do país. E se duvida, vá fazer um “test-drive”. Mas olhe que pode ter uma grande surpresa!

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